Portugal volta a cortejar o investidor brasileiro

March 22, 2017

Nova missão empresarial já chegou a São Paulo para promover oportunidades de negócio em Portugal. Esta quarta-feira o secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Jorge Costa Oliveira, estará na Fiesp.

 

São Paulo - Portugal desembarcou mais uma vez no Brasil, para reforçar as trocas comerciais entre os dois países, mas não só. A missão empresarial capitaneada pelo secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Jorge Costa Oliveira, que chegou na segunda-feira, 20, ao país, vem em busca de investidores brasileiros interessados no mercado português. Até à próxima segunda-feira, dia 27, a missão participará de encontros com empresários do Brasil para falar sobre as vantagens de investir em Portugal.

 

Nesta quarta-feira, 22, em evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Jorge Costa Oliveira falará sobre as oportunidades que seu país oferece em termos de investimentos.

 

Fernando Carvalho, da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep Portugal Global) e conselheiro econômico e comercial na Embaixada de Portugal no Brasil, ressalta que Portugal é uma economia diversificada e portanto procura investidores também diversificados. Mas destaca que os setores de aeronáutica, de novas tecnologias da informação, start-ups, além de máquinas e equipamentos e da indústria de automóveis, estão entre os mais procurados por investidores brasileiros.

 

"Há também hoje um grande interesse por parte de brasileiros (pessoa física) no setor imobiliário português", diz Fernando Carvalho.

 

Thomaz Zanotto, diretor-titular no Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), avalia, quanto à crise por que o Brasil vem passando, cujas dimensões são maiores do que em outras épocas, seja pela extensão ou pela profundidade atingidas, que não há dúvidas de que ela provoca um movimento de êxodo de empresas que se movimentam em busca de melhores oportunidades de investimento.

 

"A crise reduziu o interesse de muitas pequenas e médias empresas no mercado brasileiro e que são potenciais investidores a serem atraídos pelas vantagens que Portugal oferece hoje aos investidores estrangeiros", diz.

 

Um dos benefícios oferecidos é o financeiro. "Temos a oferecer crédito de longo prazo (sete anos), sem juros. Parte desse empréstimo pode ser transformada em subsídio não reembolsável, ou seja, sem a necessidade de devolução por parte do investidor caso o projeto de investimento atinja as metas previamente acordadas com o governo português. "O empréstimo pode, ao final do período contratado, se tornar 50% subsídio", diz Fernando Carvalho.

 

Outro tipo de incentivo é dado a projetos de pesquisa e desenvolvimento, onde o apoio do governo português é maior, como o apoio na contratação de mão de obra, inclusive estrangeira, de expatriados, além de benefícios fiscais, como isenção de Imposto de Renda.

 

Setores como o da aeronáutica também estão sendo beneficiados pela crise brasileira. "Muitas empresas que trabalham no Brasil para a Embraer estão indo para Portugal para atender a demanda da empresa fora do Brasil. Atrás do investimento da Embraer do novo avião de carga, construído parte em Portugal e parte no Brasil, temos tido procura por parte de empresas que aqui no Brasil já trabalhavam para a Embraer", afirma. Instaladas em Portugal, essas mesmas empresas, a partir do momento em que se estabelecem no país europeu, acabam ficando habilitadas para operar em toda a Europa, inclusive fornecendo produtos. "Vamos apresentar Portugal como uma plataforma para acessar o mercado europeu", acrescenta Fernando Carvalho.

 

Uma das vantagens é a possibilidade de as empresas brasileiras não pagarem taxas no mercado europeu para a circulação de seus produtos. Outro fator que estará sendo colocado à mesa dos empresários brasileiros pela missão portuguesa são as facilidades administrativas para quem quer constituir uma empresa em Portugal. "Hoje, pode-se abrir uma empresa em apenas uma hora. Em caso de processos mais customizados, a empresa é criada no prazo de três a cinco dias. Isso é um atrativo se considerarmos o longo tempo que esses  mesmos empresários têm de esperar para abrir uma empresa no Brasil", diz o representante da Aicep.

 

Ele reconhece que o Brasil não é, hoje, o melhor parceiro de Portugal em termos de investimentos, perdendo para a China e os Estados Unidos. Em dezembro de 2016 os investimentos brasileiros no mercado português somaram 2,8 bilhões de euros, mas dois anos antes chegaram a 3,2 bilhões de euros.

 

Mas Fernando Carvalho enxerga no cenário econômico brasileiro a oportunidade de elevar esse número. "Há muitos empresários que consultam empresas e o governo português vem mostrando interesse no mercado local. A tendência não é de hoje, mas se intensificou após o Brasil entrar em recessão", explica Carvalho.

 

Fonte: http://www.portugaldigital.com.br/economia/ver/20109776-portugal-volta-a-cortejar-o-investidor-brasileiro

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Em Destaque

DIREITO COMPARADO NACIONALIDADE BRASILEIRA E PORTUGUESA

August 3, 2017

1/3
Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square